Case Fazenda Romeiro

A EUFORIA DE PLANTAR

Irmãos tornam a irrigação fator inegociável, colhem 3 safras por ano e aumentam a produtividade por colheita em 20%

Com manejo técnico, planejamento e investimento em irrigação, a Fazenda Romeiro aumentou a segurança do plantio e alcançou ganhos expressivos de produtividade.

Legenda: Os irmãos Pedro Romeiro Barboza (direita) e José Romeiro Barboza (esquerda) em entrevista para a Irrigaterra.

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A DOR

Garantir a maior rentabilidade por hectare plantado no Noroeste Paulista - reconhecido por sua adversidade climática, com clima extremamente quente, inverno extremamente seco, alto índice de radiação ultravioleta (UV), a maior evapotranspiração do estado de São Paulo e terra arenosa.

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A CONSTRUÇÃO

Aprender com a ajuda de especialistas e por tentativa e erro como fazer o manejo de culturas, utilizando a irrigação para garantir tranquilidade e segurança no plantio.

Neste momento, foi necessário o investimento em adaptações de infraestrutura envolvendo alterações na sede, curvas de nível, abertura de poços artesianos, construção de represa, replantio de árvores, acesso a energia, entre outros.

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A DECISÃO

Optar por dois pivôs centrais para irrigar uma área de 70 hectares, escolhendo como parceiro a IRRIGATERRA por causa da:

  • Qualidade na entrega dos projetos
  • Apoio ao irrigante
  • Credibilidade na região
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A TRANSFORMAÇÃO

Proporcionou segurança para que o agricultor pudesse fazer planos de médio e longo prazo, investir em infraestrutura e testar diferentes culturas.

“E quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer que não existe razão?”

Eduardo e Mônica, Legião Urbana

A agronomia é a única das engenharias que mistura razão com emoção.

A razão de ter a melhor tecnologia, os melhores dados, os melhores produtos e as quantidades certas para produzir mais alimentos - o que mata a fome no país e movimenta a economia.

Por outro lado, envolve muitas emoções: a ansiedade de estar sujeito ao imprevisível e ao incontrolável, em acordar às 4 horas da manhã para ver quanto choveu de madrugada, por quanto tempo, com qual velocidade de vento, em passar o dia embaixo do sol colhendo. No entanto, também existe uma epifania em plantar uma semente e ver ela crescer centímetro por centímetro, cuidar para que ela atinja o seu potencial, em trabalhar ao lado do seu irmão e seus pais, em ver a terra ao seu redor evoluir.

E foi isso que a família Romeiro Barboza aprendeu quando decidiu parar de arrendar a fazenda para a produção de cana-de-açúcar que foi passada por quatro gerações de filhos e filhas. “Nós temos um carinho muito grande por essa fazenda em especial, porque foi onde os nossos filhos cresceram. Está na nossa história!”, disse Renato Barboza, o patriarca.

O chamado da terra e a transição para os grãos

Pedro, o filho mais novo do casal, sempre amou estar na fazenda. Toda sexta-feira quando era criança, o avô ia buscá-lo na escola e levá-lo para lá - que na época era dedicada para a pecuária. Nas férias de julho, Pedro arrumava as malas e ia ficar com os avós por 30 dias. Não foi um grande choque para a família quando em 2016, ele abandonou a faculdade de veterinária para ir cuidar da fazenda.

“Fomos renovando as coisas que precisavam depois da fazenda ter se deteriorado por causa dos anos de arrendamento. Fizemos cerca, consertamos o curral, reformamos a casa do funcionário, a sede e o barracão. Fomos estruturando para conseguir, em 2020, fazer a transição para o plantio de grãos”, disse Pedro Romeiro Barboza.

Os pais, que são empresários da indústria de calçados, viram uma oportunidade de apoiar o filho, empreender e preservar o patrimônio familiar. “Quando recebemos essa terra, era muito simples para a gente deixar ela arrendada recebendo um valor fixo mensal, mas meu sangue empreendedor não permitiu!”, disse o patriarca sobre a decisão de plantar soja.

A união que transformou a fazenda

A surpresa agradável, segundo Renato e Silvia, a matriarca, foi quando o filho mais velho, José, formado em administração e que estava trabalhando no marketing da empresa de calçados da família, decidiu se dedicar à empreitada.

“O Pedro me chamou para ajudar na colheita da safra. Era para eu ficar três dias, que viraram catorze dias e estou aqui até hoje. Ao ver o estilo de vida do meu irmão e sentir a conexão com a terra, eu entendi uma oportunidade de auxiliar, de poder aprender um novo desafio, de colher o que você plantou, literalmente”, conta José.

A sinergia entre os dois foi o motor do novo momento da propriedade. Os pais resumem a parceria com orgulho: “Eles são o pão e o vinho, o quente e o frio, a emoção e a razão. Os dois juntos se complementam e trouxeram transformação e resultado para a fazenda que nos deixam muito orgulhosos e felizes”, comentam Renato e Silva.

Visão empresarial e a força da tecnologia

E a transformação começou com uma condição clara estabelecida por Pedro: vamos plantar, mas temos que irrigar!

Ele comenta que desde o início do projeto o fator inegociável era ter um sistema de irrigação para garantir a colheita e não depender 100% do santo que carrega o seu nome - que de vez em quando esquece de visitar o Noroeste Paulista.

Eles destacam que embarcaram na agricultura, mas com uma visão empresarial, utilizando conhecimentos e boas práticas que deram certo em seu negócio fora do campo.

“Tecnologia e uso de dados hoje em dia é extremamente importante. A utilização de irrigação, estação meteorológica, tratores melhores, entre outros. O mercado é muito volátil e a tecnologia vem para ajudar a aumentar a eficiência e a produtividade. Obviamente não é exato, porque na agricultura 2 + 2 não são 4, mas o acerto é muito mais positivo com tecnologia”, disse Silvia Romeiro.

Hoje, a fazenda tem curvas de níveis, duas represas, um poço artesiano, 2 pivôs centrais cobrindo 70 hectares, estação meteorológica, tratores e colheitadeira de última geração que facilitam e otimizam a colheita. Juntos, Pedro (o coração da operação, como seus pais dizem) e José (a razão) aprenderam a plantar de forma inteligente.

“Acho que um complementa o outro. Eu sou o das planilhas e o Pedro é o mais técnico e mão na massa”, afirma José. Com base nas pessoas ao seu redor e escutando as lições que vêm com cada erro, superaram todos os desafios que apareceram e aprenderam a trabalhar em harmonia. Agora, a meta é alcançar a marca de três dígitos de sacas na colheita.

A fazenda hoje colhe 3 safras por ano de grãos variados, tendo investido em soja, milho, feijão, crotalária, entre outras culturas ao longo dos anos. A irrigação possibilitou um aumento de 20% da produtividade e permitiu que eles conseguissem planejar o futuro com muito mais segurança.

Legenda: Os irmãos Pedro Romeiro Barboza e José Romeiro Barboza em outro relato sobre a Irrigaterra.

Nos próximos anos, eles planejam aumentar a área irrigada para continuar crescendo e se desenvolvendo.

Na hora de escolher o parceiro do projeto de irrigação, os irmãos são claros em sua defesa da IRRIGATERRA. “Conversei com quatro amigos agricultores da região e todos recomendaram a Irrigaterra. Assim que entrei em contato, o time já veio aqui na fazenda, deu suporte no processo todo fazendo o projeto a quatro mãos. Além disso, o time apoiou e continua apoiando a gente com o que parece ser um curso de faculdade de irrigação e hidráulica, o que ajudou muito a gente no começo”, comenta Pedro.

Eles contam que agora são referência para os vizinhos, que se inspiraram em sua visão da agricultura para também otimizar seus processos e prosperar.

“Eles tem 30 anos de roça e ligam para saber qual é a variedade melhor, o que se destacou, o que vamos usar no ano que vem, o que a gente fez. E a gente faz uma troca. Nós temos que nos ajudar, não tem que ter segredo de Estado. Eu tenho que divulgar e falar para o pessoal aqui, porque eu quero que todo mundo produza mais. É uma comunidade, é um conjunto. A gente tem que se ajudar para poder comprar melhor, para, no dia de amanhã, saber que o que a gente está fazendo hoje vai continuar”, disse Pedro.

Os Romeiro Barboza são hoje os Guardiões da Terra, que vai ser passada para a próxima geração, mas Renato (o patriarca) comenta que antes de mudanças ainda se questiona se sua sogra, Dona Agda, que faleceu há 4 anos, iria aprovar. Silvia (a matriarca) responde sobre essa reflexão:

“A gente tem que olhar para frente. O saudosismo é bom em partes, mas a mudança, a evolução, tem que acontecer. Nos anos 70, a fazenda não tinha energia elétrica e fomos evoluindo. O que ficou no passado, fica no coração, mas as coisas tem que seguir em frente”.

No entanto, a capela e a sede foram mantidas no mesmo local, mesmo que reformada para acomodar a família e seus visitantes.

Legenda: Os irmãos Pedro Romeiro Barboza e José Romeiro Barboza em outro relato sobre a Irrigaterra.

Localização: Parisi (SP), região de Votuporanga.

Entrevista e texto de Júlia Cubo Hernandez.

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